Oi, gente!
Vim dar notícias depois de uns meses de sumiço (tirei férias de tudooo) e escrever também pros casais que têm essa disfunção.
As coisas aqui em casa estão muito bem! Se eu já era feliz antes, agora estou radiante! Quase não uso mais o dilatador (gente, ele é gigante, maior que o pênis do marido, tanto em tamanho, quanto em espessura, aí escolhi o menor, mais quentinho e macio, que é o do marido! rsrs). Sinto desconforto em certas posições, mas é só no início. Uso o dilatador quando ficamos muito tempo sem sexo por motivos como viagens e outros, aí parece que o cérebro/músculo destreina, sei lá...Tenho que acabar de ler o livro pra saber o que leva a uma regressão nesse estágio que estou. A ardência foi embora quase toda, nesse tempo que ficamos sem sexo e tenho que usar o dilatador, por exemplo, ela volta a atormentar.
Pras mulheres que têm essa disfunção e estão com alguém segurando a barra junto, posso dizer que somos as únicas do planeta que temos alguém do lado com uma visão diferente dos relacionamentos homem-mulher. Acho que eu já disse isso aqui no blog. Podemos ter a certeza que temos uma pessoa que está ali porque tem motivos mais nobres, que tem aquela visão de homem com H, que enxerga antes de tudo um ser humano e não uma vagina pronta pra se abrir e receber o pênis, que está junto porque quer uma companheira e não uma penetração apenas. Sexo é importante num relacionamento, mas com certeza das mais absolutas, não é tudo. Vamos combinar que precisa ser muito macho pra aceitar uma vida sexual sem penetração. Não sou das mais experientes em relacionamentos, mas creio que amor, companheirismo, prazer em estar junto, confiança na parceira e em sua vitória, bom humor, enfim, também são ingredientes pra fazerem quem realmente ama, ficar.
Quero que saibam que tive sim, meus momentos de tristeza, mas nunca deixei de acreditar que um dia chegaria onde estou. No início da minha vida sexual, me senti sim, uma ET, mas isso muito mais que rápido passou e abriu caminho pra novas descobertas, tanto sexuais quanto outras. Quantas meninas que iniciam sua vida sexual se sentem péssimas, angustiadas porque sua primeira vez não foi como imaginava...A minha não. A minha foi como sempre sonhei, com quem sempre esteve do meu lado, foi esperada, desejada, foi uma felicidade imensa, foi perfeita pra mim, dentro de um lar abençoado por Deus, o nosso lar.
Quantas meninas são obrigadas a iniciar sua vida sexual por pressão do namorado...Eu não. Eu tinha (e tenho) alguém que sente minhas dores e compartilha da minha angústia, dos meus medos e incertezas...Me senti especial, mas positivamente especial, me senti mais amada que outras mulheres.
A primeira frase que li quando descobri o que eu tinha e o que era foi mais ou menos a seguinte: "Vaginismo são espasmos involuntários dos músculos da vagina durante a tentativa de penetração. É uma disfunção FÁCIL de ser tratada..." Nunca mais esqueci essa frase. Pensava...poxa, é fácil, vamos lá! E hoje estou aqui, diante de uma vida sexual normal. Comecei devagar, tive altos e baixos, mas nunca desisti, nunca pensei que não seria capaz.
Quantas pessoas no mundo têm problemas sexuais? Eles existem aos montes e de todos os jeitos. Um homem sofrer de disfunção erétil, por exemplo, deve ser tão dolorido quanto uma tentativa de penetração frustrada. Ainda mais nesse mundo machista em que vivemos. Ou outro que não consegue satisfazer sua parceira porque tem ejaculação precoce e até mesmo aquele (que não é considerado problema) que sofre por gostar de pessoas do mesmo sexo e por ser "diferente" tem medo de não ser aceito...Têm também aqueles que perambulam pela vida procurando alguém pra ser feliz e nunca encontram, fazem sexo apenas e se satisfazem fisicamente, mas o resto vai é mal, muito mal...Enfim, são muitos, desde os psicológicos aos físicos e o meu? Vou é arregaçar as mangas e correr atrás dos meus sonhos pra ser feliz, porque eu sei que tem cura e é relativamente fácil consegui-la. Foi o que eu fiz!
Já escrevi num desses posts antigos aqui no blog que existem problemas muito mais difíceis de serem resolvidos, problemas de saúde que deixam pessoas incapacitadas fisica e mentalmente e os que não têm cura. O meu "problema" dependia mais de mim do que da medicina e eu levei isso pra minha realidade.
Então é isso meninos e meninas do meu Brasil varonil e do meu mundo...queria passar esse carinho pra vocês...Espero ter sido útil pra pelo menos um(a) pessoa que leu, só um(a) e já fico feliz!
Qualquer coisa, me escrevam: vidaevaginismo@hotmail.com
Beijos,
Vida.
Um blog que conta fatos da vida de mais uma mulher que convive com o vaginismo e sua luta, com altos e baixos, pra se livrar dele. Vida E vaginismo. Impossível separar a vida, o dia-a-dia, os desafios do cotidiano dessa disfunção, impossível não pensar todos os dias no problema que para muitas é o único impecilho para a completa felicidade, mas perfeitamente possível aceita-la e lutar pra que um dia ela seja apenas uma lembrança distante.
Quem sou eu
- Vida
- Quem sou eu? Pergunta que me faço todos os dias e como somos seres em constante mutação e inconstantes, nunca obtenho uma resposta completa. Mas posso dizer o que me levou a estar aqui escrevendo essas palavras para mim e para quem queira dividir comigo as dores, tristezas e até alegrias de quem convive com o vaginismo: a esperança de cura do único mal que me impede de encontrar a felicidade plena.
Nossa, que postagem linda!
ResponderExcluirChorei, ri e o mais importante, entendi.
Ler suas palavras me trouxe uma luz diferente para enxergar meu pequeno "impedimento": podia ser pior. E nesse pior imagino tantas situações que até me dói o coração.
Já entendi que ainda preciso enfrentar alguns medos, mas você ao expor tudo isso, adiantou o trabalho da minha psicóloga, com certeza haha
Eu tenho um esposo que me ama, tenho um corpo perfeito, posso andar, falar, ver, sentir. O que me impede é pequeno e tenho também essa certeza que você teve, eu vou conseguir.
Quero ser uma mulher completa, quero entender de forma mais ampla minha feminilidade, quero dar amor ao meu marido e quero gerar filhos (se assim Deus permitir, claro).
Fico muito feliz porque você venceu sua batalha e sinceramente inspirada, para também vencer a minha.
Um super beijo em seu coração!
Mas que felicidade que eu fiquei ao ler seu comentário, Thai! Saber que o objetivo desse post foi alcançado, me impulsiona a continuar escrevendo pra vcs!
ExcluirE vamos lá! Vamos lutar porque a cura é possível, só depende de nós!
Beijos.
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