Oi, minha gente!
Antes de tudo, queria esclarecer umas coisinhas que talvez tenham ficado obscuras...estou contando pra vcs minha trajetória de cura porque quero dividir essa felicidade com quem tem o mesmo problema que eu e porque, indiretamente, posso ajudar as pessoas a se curarem tbm, mostrando que mesmo sem ter grana, tempo ou disponibilidade pra se tratar, a cura é possível sim, se tiver determinação. Jamais quero incentivar a não procura por um profissional da área. Quem tiver ao alcance um fisioterapeuta uroginecológico e um terapeuta sexual, deve, claro, procura-lo pra se tratar com acompanhamento, o que com certeza é muito mais seguro. Minha cidade é muito pequena, não existe fisioterapeuta que trate essa disfunção por aqui e meus horários de trabalho são inflexíveis. Isso me fez decidir por tentar a cura sozinha, com ajuda do namorado, foi uma opção minha e se eu perceber que não consigo evoluir, aí sim, viajo duas horas de ida e duas de volta pra me tratar numa cidade vizinha. Os objetos que uso como dilatadores são muito limpinhos, esterelizados e aqueles tem permitem que eu use camisinha (os que não são muito fininhos, como o cotonete) eu uso, com certeza. Trabalho na área da saúde e sei bem do que se trata. É claro que não se deve sair introduzindo qualquer objeto na vagina, porque pode, entre outras coisas, ferir o colo do útero (objetos pontiagudos, por exemplo). Isso tem que ser muito bem estudado antes de começar a fazer os exercícios, Ok?
Mais tarde voltarei pra contar mais sobre meu auto-tratamento.
Beijo,
Vida.
Um blog que conta fatos da vida de mais uma mulher que convive com o vaginismo e sua luta, com altos e baixos, pra se livrar dele. Vida E vaginismo. Impossível separar a vida, o dia-a-dia, os desafios do cotidiano dessa disfunção, impossível não pensar todos os dias no problema que para muitas é o único impecilho para a completa felicidade, mas perfeitamente possível aceita-la e lutar pra que um dia ela seja apenas uma lembrança distante.
Quem sou eu
- Vida
- Quem sou eu? Pergunta que me faço todos os dias e como somos seres em constante mutação e inconstantes, nunca obtenho uma resposta completa. Mas posso dizer o que me levou a estar aqui escrevendo essas palavras para mim e para quem queira dividir comigo as dores, tristezas e até alegrias de quem convive com o vaginismo: a esperança de cura do único mal que me impede de encontrar a felicidade plena.
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