Quem sou eu

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Quem sou eu? Pergunta que me faço todos os dias e como somos seres em constante mutação e inconstantes, nunca obtenho uma resposta completa. Mas posso dizer o que me levou a estar aqui escrevendo essas palavras para mim e para quem queira dividir comigo as dores, tristezas e até alegrias de quem convive com o vaginismo: a esperança de cura do único mal que me impede de encontrar a felicidade plena.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Textinho interessante

Oi, Gente! Espero que estajam todas (e por que não todos?) bem...

Ontem foi dia de exercícios, mas eu tava muitooooooo cansada, então, adiei a "consulta" pra hoje a noite. Enquanto isso, deixo pra vcs um texto interessante de um reverendo (acho que é isso), Rev. Caio Fábio, que talvez vcs tenham lido, mas pra quem não leu, ele cita os passos da cura do vaginismo pra um leitor desesperado porque não consegue penetrar sua esposa. Acho legal que os namorados, noivos, maridos, enfim, leiam também (sentei o meu em frente o notebook e o fiz ler...no decorrer da leitura, o interesse foi aumentando de uma forma...hhehehe). Posso afirmar com toda certeza que muita coisa mudou pra melhor depois que ele leu, no sentido de compreender o problema, de ter consciência que tudo deve ser feito devagar, por etapas, que por enquanto não se deve ter o contato pênis/vagina, entre outras coisas. Esse texto prova que podemos avançar etapas e talvez até chegar a cura com auxílio psicológico e exercícios em casa mesmo. Segue abaixo as partes mais interessantes que achei (ok, achei praticamente tudo interessante, ne? hahahah).


"Caro Rev. Caio Fábio: Graça e Paz!!!
Gostaria que o senhor me ajudasse com relação a algo que há seis anos atormenta meu casamento: Minha esposa tem vaginismo e, consequentemente, depressão.
Sinceramente, não sabemos mais o que fazer. Já tentamos de tudo: Psiquiatra, ginecologista e psicólogo, mas nenhum deles resolve. São seis longos anos sem penetração. Nossa relação sexual começa de forma intensa, com muita troca de carinho, e quando estamos nas "nuvens", e naturalmente vai começar a penetração... pronto... parece que cai um balde de água fria. Minha esposa tem um medo terrível de penetração. Tentei procurar as causas disto e primeiro ela me falou que ficou traumatizada porque achava meu pênis muito grande; depois disse que o padastro dela ficava com olhares estranhos para ela (ainda era uma adolescente), o que a fazia sentir nojo dele; e realmente aquele cara era meio maluco. Ele não queria que eu namorasse minha esposa, brigava em casa por causa disto e quando eu casei e tirei a minha esposa de casa, ele foi embora e deixou minha sogra morando sozinha. Nunca mais deu as caras.
E outra: minha esposa me confidenciou que o seu falecido avô, quando ela ainda era uma criança, fez carícias sexuais nela."

"Meu amado irmão: Graça e Paz!
...o próprio ginecologista encaminha ao Terapeuta Sexual para avaliar a necessidade de uso de alguma medicação e preparar emocionalmente a paciente para enfrentar o tratamento de dessensibilização, técnica mais indicada para essa disfunção sexual.

Psicoterapia de orientação analítica

Indicada para os casos onde há conflitos emocionais moderados a graves, como, por exemplo, abuso sexual na infância.
Consiste em sessões psicoterápicas onde a paciente é convidada a falar tudo que lhe vem à mente. O Terapeuta Sexual, através da interpretação, confrontação e clareamento, vai ajudar a paciente a compreender a ligação entre seus problemas mais profundos e o sintoma sexual do vaginismo. Com o alívio dos temores e fantasias de dor e de invasão pessoal, a paciente pode ser reencaminhada para seu ginecologista para a dessensibilização. Como já disse antes, creio que com orientação, o próprio marido pode fazer a tarefa de dessensibilização.
Ora, tendo esses dados técnicos em mente, vamos falar o que você deve fazer a fim de ajudar, já que você é, provavelmente, a parte mais lúcida na busca de uma cura. Isto porque, às vezes, a mulher se cansa da tarefa, que, para ela, está sempre associada a dor e a algo traumático.

O que vocês têm que fazer, a partir de hoje, a fim de ajudarem a qualquer que seja o tratamento?

1) Converse com ela acerca do fato que muito provavelmente o vaginismo dela seja de natureza apenas psicossomática. Ou seja: ela contrai, involuntariamente, os músculos da região interna da vagina, em razão dos medos e fobias que nela se fizeram associar à idéia da penetração. Ou seja: ela tem que ter consciência de que é algo de natureza psicológica, e que não se trata de uma impossibilidade dela, mas apenas de uma limitação que pode ser vencida. Essa conversa, acompanhada de entendimento e resolução pró-ativa da parte dela, é fundamental para o início da cura.
2) Municie-se de um bom gel e inicie o processo de dessensibilização de modo agradável e suave. Ou seja: você ‘não’ ficará no espírito da “dessensibilização”, como se você fosse um “técnico”. Por isso você será carinhoso em cada toque, e iniciará massageando-a longamente na região externa da vagina. Depois nos “grandes lábios”. Em seguida, sempre fazendo o possível para que tudo seja agradável e prazeroso, você deve iniciar a leve introdução de seu dedo na região interna superficial da vagina. E deverá ficar aí por alguns dias, até que ela ganhe confiança e tenha algum prazer.
3) Faça massagens em geral nas áreas mais eroticamente sensíveis para ela. De fato, massageie tudo. Sempre com delicadeza e como se você a estivesse preparando para um dia ser desvirginada. A cada dia volte sua massagem na vagina, sempre com os mesmos carinhos e cuidados. Lembre-se: ela precisa desassociar sexo de trauma, abuso e dor. Portanto, requer calma e muito controle seu, pois, no ato de “dessensibilizá-la”, você ficará muito excitado, e tenderá a querer dar um “tranco”, um “rasgão”, uma “penetrada impiedosa”. Não faça isso, pois, se o fizer, você poderá perder a confiança dela. E ela precisa confiar que, com você, sexo e dor não têm nada a ver. Você não é o pai-dastro safadinho.
4) Depois de uns dias fazendo conforme lhe disse, tendo-a completamente nua na cama, e bem estendida, comece a passar a sua mão, quase como se a mão não fosse tocar nela, mas mantendo-a apenas roçando nos pelos do corpo, bem suavemente... Passe a mão de ponta a ponta no corpo dela. Depois, bem suavemente, deite-se sobre ela, e apenas abrace-a. Faça isso pela frente e por trás. Depois, com os olhos nos olhos dela, massageia bastante a vagina, por fora e nas imediações da penetração. Mas não penetre. Apenas tente leva-la ao prazer. Quanto mais prazer ela tiver, mais fácil será a penetração que ainda se aguarda.
5) Depois desse ponto, peça a ela para massagear você. Mais ou menos do mesmo modo como você faz nela. Sendo que em relação ao seu pênis ela deve ser provocadora e instigante. Digo isso porque muitas mulheres que sofrem de vaginismo também têm dificuldade para tirar prazer do encontro sexual. E como sua mulher tem esse histórico de abuso psicológico, é fundamental que ela se veja como agente pró-ativo no sexo. Ou seja: o próximo passo é fazer ela gostar de brincar com você, de excitar você, e de dar prazer a você. Eu creio que é no ato de proporcionar prazer que tais inibições vão dando lugar ao prazer pessoal, e vão também desinibindo a pessoa para o sexo, a começar pelas brincadeiras.
6) Depois desse tempo, inicie lentamente, com as mãos bem untadas de gel, a enfiar seu dedo suavemente nela, não sem antes excitá-la ao máximo na região do clitóris, e não além da profundidade de sempre. Mas deve haver movimento de entrada e saída de seu dedo, a fim de caracterizar o movimento sexual comum. Depois vá, suavemente, aprofundando a penetração de seu dedo, preferencialmente o maior, e que deve ser introduzido com você tendo a liberdade de manter a palma de sua mão meio que virada na direção correspondente ao umbigo dela. Digo isto porque assim facilitará você a manter o atrito de seu dedo de modo mais controlado e indolor.
7) Então, chegará o dia em que você, depois de cumprir no mesmo dia todos os ritos, pedirá a ela para brincar com você, com seu pênis. Depois você solicitará a ela para se assentar sobre você, sem penetração, mas pedindo a ela que brinque, ela mesma, com seu pênis, a fim de “usa-lo”... ela própria. Sim, ela terá que aprender a “usa-lo” para si mesma. Ou seja: ela tem que tirar o “elemento ferino” que está associado ao pênis, e, para que isto aconteça, ela tem que ter a coragem de brincar com ele na região vaginal dela; e ela própria precisará iniciar a penetração apenas na região interna superficial da vagina... nada mais profundo.
8) Você terá que ser sensível para saber quando ela já estará psicologicamente madura para a primeira penetração. Quando chegar a hora, você não a penetrará com seu pênis, mas com seu dedo, cada vez mais profundamente, até conseguir uma profundidade que caracterize a penetração de um “pequeno pênis”; no caso: o seu dedo. Então, já com a penetração máxima de seu dedo realizada, fique aí alguns dias... sempre indo apenas até esse “ponto”, sempre fazendo a mesma coisa, sem esquecer os ritos anteriores. Ou seja: trata-se de um processo de dessensibilização do trauma, e de sensibilização do prazer associado à penetração. No entanto, tudo isto tem a ver com um processo de desenvolver um novo condicionamento nela. Daí a manutenção dos ritos ser imprescindível, pois, por ele, você a estará “programando sexualmente” para a penetração prazerosa.
9) Depois que você já estiver introduzindo o seu dedo por um tempo (digo: uns dias), peça a ela para agora fechar os olhos (antes tudo deve ser visto por ela... ou seja: tem que ser de olhos bem abertos... encarando... vendo). Mas não introduza ainda o seu pênis nela. Apenas continue a introduzir seu dedo. Agora, todavia, sempre tendo-a com os olhos fechados, e sempre buscando levá-la ao prazer com os olhos fechados. Faça assim mais alguns dias, até ela ganhar confiança.
10) Quando ela já estiver tendo orgasmos de olhos fechados... deixe passar mais uns dias... e, então, logo depois que você vir que ela entrou num ambiente interior de orgasmos, retire o seu dedo e introduza o seu pênis. E, ao faze-lo, no inicio, não faça movimentos de entrada e saída, mas apenas fique lá... parado... e deixe que ela se aclimate com a nova situação. Se ela chorar, beije-a, mas fique em cima. Se ela continuar chorando, peça a ela que relaxe, pois, vocês estão nas proximidades da cura. Peça a ela para não se assustar. E continue... suavemente... e, bem lentamente, comece a mexer... até que você sinta que ela está começando a participar... Sim, peça a ela para participar. Ora, logo vocês estarão, nesse caso, livres desse impedimento tão desagradável.
Tudo o que aqui disse, o disse fundado no pressuposto que os médicos não denunciaram nenhum tipo de anomalia física em sua mulher. Se assim é, então, saiba: você mesmo pode ser o médico e o terapeuta sexual de sua esposa. E mais: vocês terão muito prazer juntos na busca dessa cura se você fizer conforme eu mandei, e se ela aceitar o “tratamento”.
Por ultimo, devo dizer que também disse o que disse assumindo que ela ama você, gosta de você e quer você. Digo isto porque certas mulheres desenvolvem uma espécie de “vaginismo seletivo”. Ou seja: são fechadas apenas para o marido, mas, com outro homem, são abertas. E isto acontece quando a mulher não gosta do marido. Nesse caso, não creio que haja muito a ser feito."



Interessante, não?



Beijos,
Vida.























































4 comentários:

  1. Muito bom! Vou copiar e mostrar para meu marido apesar de estarmos a um ano e seis meses juntos as vezes acho que ele não entende por completo o problema.

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    1. Mostra mesmo, July...acho que com eles funciona mais ou menos como com a gente: precisamos ter contato com pessoas com o mesmo problema pra não nos sentir tão diferentes. Talvez ele se identifique por ser uma resposta a um marido de uma vagínica, como ele é. Isso pode aumentar o interesse dele no assunto, facilitar o entendimento e fazer com que tenha reações mais maduras com relação ao problema. Eu acho, ne, pelo menos, o meu teve...rs

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  2. Legal... se o homem fizer direitinho como o Caio Fabio explicou...heheh o danado é que eles ficam tão excitados e como ver q a gente tb tá excitada, acha que já pode tentar uma penetração...aê nessa hora a brincadeirinha acaba, o tesão vai embora...rs

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    1. Verdade...acho que se empolgam...hehe. Mas eu tento controlar os movimentos do dedo dele (to nessa fase) com minhas mãos, como se eu tivesse fazendo o exercício sozinha, daí ele não pode forçar nada porque eu seguro firme os movimentos. Ele ta conseguindo controlar até agora, vamo ver mais pra frente...hahahah. A gente pode tbm satisfaze-los primeiro, que aí depois não vai ser tão fácil se excitar.

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