Olá...
Hoje vim contar pra vcs como foi a última sessão do tratamento com a participação especial do mais interessado no assunto (depois de mim, claro), o namorado! Acordei e já senti falta do kit-cura do meu lado, mas logo me lembrei que hoje era o dia da penetração...do dedo! Vcs já imaginam o quanto eu fiquei ansiosa o dia todo, ne?! Não conseguia me controlar. Afffffffffff! Acho que essa é uma característica muito comum entre nós, não? Tenho que aprender a controlar mais minha ansiedade, isso ajudará muito no tratamento, com certeza!
Bem, o dia passou e a noite caiu...me aprontei toda linda, separei o kit-cura (gente, eu resolvi levar não só o rimelzinho, mas os pincéis, cotonetes...hhahaha) e fiquei aguardando o namorado buscar. Não é que o cansaço bateu e eu dormi? hhahahaha...isso mesmo, eu dormi. Como eu tinha me aprontado um tantinho cedo, ok, um bom tanto cedo, caí no sono e não vi que ele tinha chegado, deitado do meu lado e dormido tbm. Pode? Quando acordamos, já era tarde e só nos restava aguardar até o domingo.
Dia 5 (domingo, 25 de março de 2012): Dessa vez eu não dormi! Saímos a tarde mesmo, porque já era domingo, que não é um dia extenso pra ficar fora de casa, pois na segunda os dois trabalham bem cedo. Começamos com beijinhos e carinhos, como sempre! Aliás, não sei se já contei aqui, mas nossa vida sexual sempre foi 90%, porque 10, o vaginismo fez o favor de me roubar. Tenho orgasmos, sinto prazer, lubrifico, tudo normal, a não ser a penetração. Nunca tentei sexo anal, apesar de o namorado ter cogitado essa idéia, nada contra quem faz, mas eu não curto, ou melhor, acho mesmo que não vou curtir, então, não faço e ele respeita numa boa. Depois dos carinhos, mão naquilo, aquilo sem mãozão nenhum em cima, porque eu queria achar o momento certo pra ele me tocar, por tanto, não o permiti fazer nada antes que me sentisse preparada, pensei no que poderia me deixar mais tranquila naquele momento, como se eu estivesse sozinha no meu quarto prestes a começar os exercícios. Veio a idéia de que além das preliminares eu poderia fazer os exercícios de relaxamento. E fiz...respirei fundo e soltei 3x, contraí alguns músculos do corpo por alguns segundos e relaxei. Lancei mão do meu kit cura e o apresentei ao namorado, que me olhava com a cara mais linda e apaixonante do mundo! Pedi a ele pra que esperasse eu me ambientar, introduzindo os objetos que eu estava "acostumada". E assim foi feito. Mas gente, que crise de riso me deu ao fazer aquilo na frente dele...juro pra vcs que quase coloquei tudo a perder, porque ele foi ficando bravo com minhas palhaçadas, só que era muito involuntário, eu ria horrores, mas sem querer, sabe-se lá se foi nervosismo, ansiedade, não sei, eu sei que foi passando aos poucos, fui ficando com medo da careta de bravo que ele fazia e então perdi a graça. Peguei o pincel (guardo numa sacolinha de geladinho, sacolé, chup-chup, não sei como chamam na região de vcs), lambuzei de KY e coloquei, respirando sempre bem fundo e soltando. Sem dor nenhuma, introduzi tranquilamente. O próximo era o rímel, a embalagem dele, ne! Tirei da sacolinha (nessa hora, eles já estão limpinhos, porque limpo assim que terminam os exercícios), coloquei na camisinha de morango que o namorado comprou especialmente pra esse dia e me lembrei de compara-la com a espessura do dedo dele, porque se fosse igual ou um pouco parecida, não havia necessidade de colocar o rímel, certo? Errado! Vou contar porque...A embalagem é toda lisinha, certinha sem nenhuma parte mais rugosa. Já o dedo tem atrito, mesmo com gel. Eu vi que a espessura era muito parecida e me animei, fui logo mandando ele lubrificar com KY pra penetrar. Não foi muito legal, eu senti um pouco de ardência e não o deixei chegar até o final do dedo de primeira. Aí sim, depois que percebi que não dava certo ir com muita sede ao pote, peguei meu queridinho rímel e fiz os exercícios com ele, deixei ficar bastante tempo pra acostumar. Talvez essa ardência tenha acontecido tbm porque toda aquela situação era super nova pra mim que a pouco mais de 15 dias atrás não colocava nem o meu dedo que é infinitas vezes mais fino que o dele. Não sei., só sei que enquanto eu me "acostumava" com o rímel, conversamos bastante sobre o que acontecia naquele momento. Concluímos juntos que somos seres abençoados por Deus com esse problema. Nossa vida de casados vai ser mágica! Vamos muito em breve realizar mais esse sonho, será uma fase nova, uma vida nova, não só no aspecto social, mas no sexual tbm, o que não acontece com a grande maioria dos casais de hoje, será como se nós tivessemos nos casado virgens e descoberto um novo mundo, o mundo do sexo com penetração. Isso me motiva, me impulsiona. Depois de enrolar bastante com o rímel, eu tinha que continuar minha evolução, estava ali justamente pra isso (e pra outras coisitas mais, ne?! hahahah). Em cima da cama, ele sentou de frente pra mim com as pernas cruzadas e eu coloquei as minhas abertas em cima das dele. Lubrificamos bastante as partes (a minha parte íntima e a dele nem tão íntima assim) e tive uma idéia que me ajudou bastante a sentir mais segurança: eu peguei na mão dele e fui introduzindo o dedo devagar, como faço com os cotonetes, pincéis, rímel, ou seja, comigo no controle da situação. Deu certo. Só ardeu um pouquinho, mas acho que era nervosismo meu mesmo. Não o deixei fazer o vai e vem porque acho que essa é outra etapa da nova fase que graças a Deus se inicia. Saímos do hotel depois de hoooooooras, felizes, radiantes com um novo caminho a percorrer juntos e já avistamos de onde estamos que o fim desse caminho ta bem perto de nós.
Beijo,
Vida.
Um blog que conta fatos da vida de mais uma mulher que convive com o vaginismo e sua luta, com altos e baixos, pra se livrar dele. Vida E vaginismo. Impossível separar a vida, o dia-a-dia, os desafios do cotidiano dessa disfunção, impossível não pensar todos os dias no problema que para muitas é o único impecilho para a completa felicidade, mas perfeitamente possível aceita-la e lutar pra que um dia ela seja apenas uma lembrança distante.
Quem sou eu
- Vida
- Quem sou eu? Pergunta que me faço todos os dias e como somos seres em constante mutação e inconstantes, nunca obtenho uma resposta completa. Mas posso dizer o que me levou a estar aqui escrevendo essas palavras para mim e para quem queira dividir comigo as dores, tristezas e até alegrias de quem convive com o vaginismo: a esperança de cura do único mal que me impede de encontrar a felicidade plena.
Parabéns!!!
ResponderExcluirVc tá bem evoluída e que bom que seu namorado tá do seu lado... loguinho vc estará na lista das ex-vagínicas, se Deus quiser e Ele quer...até porque toda forma de opressão deve ser expurgado da nossa vida.
bjus
Obrigada pela torcida! Realmente...Deus quer sempre o melhor pra nós e eu sei que pra nós, o melhor é curar esse mal, por tanto, já me sinto vitoriosa! E vc, com essa dedicação que vejo, já já estará bem evoluída, com a vitória nas mãos.
ExcluirBeijo.
Que bom! É assim mesmo menina! Eu tenho o mesmo problema, ja passei pela fase dos exercicios, já tive uma relação normal, mas errei ao não tratar as causas, buscar um psicologo, o problema esta voltando, mas agora é mais facil resolver. Lembro da primeira vez que ele conseguiu penetrar, quase chorei.
ResponderExcluirBoa sorte!
Bjs
Oi, July! Fico muito feliz em saber que vc venceu todas as etapas. Isso me deixa mais confiante de que um dia estarei no mesmo patamar que vc. Procure um pisicólogo pra acertar as arestas que faltaram do tratamento e pronto, porque o pior já foi, vc é vitoriosa...Parabéns!!! Quanto a chorar, eu já to conformada que vai acontecer comigo tbm...é fato! hehhe Beijo.
ExcluirOlá me emocionei com tudo que li em seu blog, pois parecia que estava lendo a minha história,com uma diferença, o sonho do casamento já foi realizado, mas não consegui vencer esta barreira, gostaria da sua ajuda para iniciar o exercícios, como posso ter acesso a esta sequência?
ResponderExcluirEmail:cura.amor0511@gmail.com
Obrigada e se deus quiser este é o inicio de uma trajetória vitória.
Vc me estimulou a tentar vencer tudo isto.
Parábens pela sua evolução!
Sol, primeiramente me desculpe a demora pra te responder.
ResponderExcluirQuando descobri o vaginismo e comecei a pesquisar sobre, levei um choque assim também como várias mulheres na mesma situação. Um dia, digitei no google essa terrível palavra e achei o que pra mim foi uma mina de ouro: vários blogs de mulheres na mesma situação que eu. Olha, eu chorei, viu? Me emocionei assim como vc porque me identificava com tudo, me via em cada história que lia. E acredito que assim como você, virão outras e outras...eu quero ajudá-las, mas acho que primeiro devem procurar um psicólogo, assim como eu fiz. O vaginismo é uma doença da mente (claro, após o exame ginecológico constatar que está tudo bem) e precisa ser tratado por um profissional da área. Depois de passar por psicólogos, saber, absorver e entender de onde vem o problema é que eu procurei métodos pra me curar. O que acha de procurar um psico primeiro? Qualquer coisa, estou aqui.
Beijo.
Sol...
ResponderExcluirMe esqueci de dizer que eu fiquei muito feliz por poder contribuir um pouco com sua caminhada em busca da cura...muito mesmo!
Quero explicar o motivo pelo qual pedi a vc que procurasse primeiro um psico: acho que cada ser humano tem suas limitações, capacidades, características...eu me conheço e sei que o psicólogo já cumpriu seu papel na minha jornada, sei que ele não tem nada mais a acrescentar na minha busca pela cura, reconheço a importância que esse profissional teve, mas sinto que posso seguir sozinha. Porém, fico preocupada com vcs que me leem...não sei se estão preparadas psicologicamente pra enfrentar o problema, pois como mencionei lá em cima, o vaginismo é totalmente ligado a mente, o que acontece no corpo, é só um reflexo, se não tratados paralelos, mente e corpo, o resultado pode ser negativo.
Se vc se sente preparada psicologicamente pra encarar o tratamento físico, vá em frente, se não está ou não sabe, procure um profissional psicólogo.
Me escreva: vidaevaginismo@hotmail.com...não é sempre que abro o email, mas sempre que o faço, tenho a maior alegria em poder dividir conhecimentos.
Beijos.